no brasil tecem loas ao narciso que considera fernando pessoa um autor "sobrevalorizado". tudo bem, sempre puxei mais pela argentina

António Lobo Antunes aplaudido de pé em Paraty

espaço pub

© rabiscos vieira

ilustração para campanha de apoio escolar nas férias lançada pela Almedina. estudem, calões.


mÚSICA & dESIGN


glosando roberto carneiro


a cada país as suas honduras

Dois agentes da PSP baleados na cara às portas do bairro de Santa Filomena, na Amadora

a diferença entre um livreiro e um balconista

dessa dúzia eu só li um, ó coisinho.

dentadinhas no pescoço do mercado editorial

um gajo já se familiarizou com as livrarias que mais parecem supermercados de livros, as capas dos ditos ajudam, brilhos, relevos, altos contrastes, blurbs que podiam mimar fiambres da perna líderes de venda no new york times. e também com os próprios supermercados e derivados com livros lá dentro, alguns mais ousados até identificam a zona com o topónimo "livraria", como na worten, onde já perguntei pela secção de banda desenhada e me responderam com a pergunta "aqueles livros tipo calvin & klein?".
mas no pingo doce de tavira há todo um novo conceito de fusão; ali, o escaparate com o amor adolescente temperado a alho e trazido à liça pela stephenie meyer está diligentemente encostado à prateleira dos detergentes para lavar a loiça, villa bajo contra villa riba, vampiros contra humanos em que no fim tudo acaba em bem.

e agora vão ouvir o lost in the supermarket dos Clash, só para unir os pontos, lavar as ideias.

sinais evidentes da crise

cada vez entra mais gente no irmaolucia procurando no google por salve-se quem puder.

literatos imperfeitos

Ruca não tem dúvidas, os homens que odeiam as mulheres não é obra de um sueco, é obra do carlos castro.

contributo para uma nova iconografia da luta política

© rabiscos vieira


o ministro pinho, um voto

rogo para que não tenha sido o michael phelps a pôr-lhe os palitos.

ich bin ein berliner

é preciso um gajo querer variar de areais e rumar à praia manta rota para deparar de fuças com o pequeno cisma israelo-palestiniano da costa portuguesa. mas já lá vamos. a manta rota, hoje muito mais arranjadinha do que aquilo que eu tinha guardado na memória, a saber, uma praia bordejada por tugúrios de café e imperial roufenha junto dos quais assisti ao jogo de abertura do mundial frança 98, brasil versus escócia com supremacia para os canarinhos, uma lástima, eu sou dos que puxam pela argentina, foda-se, mas hoje em dia parece que a dita manta sofreu melhorias do polis, ou do pobris, dada a pequena escala da intervenção, com um cheirinho a ordenamento do território que até enjoa, um gajo não está habituado e tal. o areal grosso mas em bom, só quem nunca esfodaçou a planta dos pés na póvoa do varzim poderá desdenhar do ALLgarve, a água mais para o morninho, a brisa suave. um cenário que não faz prever o ambiente de guerrilha que se vive entre os vendedores de bolas de berlim, uma chusma deles a degladiarem-se pela clientela, seja em representação dos pasteleiros alexandre & soares, uma espécie de nelo silva & cristiana mas em doce, seja em representação de desalmados que pintam o noddy nas caixas de transporte das bolas e jesuítas, como quem pisca o olho à criançada que há-de fazer lóbi sobre os pobres progenitores. só na manta rota se assiste a discussões entre vendedores de bolas de berlim, ainda por cima discussões sobre dumping de preços com ameaça velada de galheta nas trombas de um para o outro. o um sentado na cadeira do nadador salva-vidas, cortesia da vodafone, o outro do meio do areal a apregoar o liberalismo pasteleiro contra a cartelização dos doceiros. isto na manta rota, xangri-lá do camarada carvalhas. e um gajo rejubila. a Economia também está a passar por aqui, moçada.

perdoai-me senhores, pois eu não sei bem o que faço

estive a reler os últimos posts e reconheço um resvalar para o estilo surreal-crípticos. este é então o primeiro blogue que troca jekyll and hyde por reininho e octávio machado.

agora que o pacheco pereira introduziu o conceito de dinamite cerebral

posso falar com à vontade do meu rastilho curto. afinal, foi o que deus me deu.

greguerias, o verão, a gramática defeituosa

água gelada chega aos tomates. lembro-me do verbo procrastinar.

já há notícias sobre a publicação de novas biografias relativas a michael jackson

espero que nenhuma escolha o título "o lado negro da fama".

depois ainda se queixam da baixa taxa de natalidade e o caralho

uma coisa é certa: as embalagens de protector solar dotadas de spray diminuem a pique o erotismo nas praias e derivados. desgraçadamente, aquilo espalha-se com uma facilidade que até enerva.

o caminho, animais, quilometragem

duas ou três notas sobre o êxodo de lisboa, desejado mas sem a juda de um mar vermelho dividido como um penteado à paulo bento, potenciado apenas por uma A2 que pulula de referências mesmo que pobre em veículos, a saber, poucos quilómetros depois de iniciada a viagem deparamo-nos com uma placa que anuncia as obras de alargamento do troço de coina, uma miséria, quem é o sacripanta que desdenha a coina mais apertadinha, mais à frente os outdoors alusivos ao badoca park, e neste ponto lembro-me do leão do raul indipwo, quem terá tomado conta dele quando desapareceu o último ouro negro, e entretanto eis que passa uma carrinha de caixa aberta da gnr empenhada em empestar de fumos e excrescências a vida do transeunte, chernobyl ao largo de beja, está visto que aquela força da ordem desconhece a palavra "catalisador", entalada algures entre os vocábulos "capacidade" e "cérebro" do manual de instruções da Guarda, uma página muito pouco visitada dizem as más-línguas, as boas não interferem, trabalham no red light district, são emigrantes e tal, e à chegada à portagem do allgarve mais uma surpresa ilustrada: um cartaz da brisa incentiva a que respeitemos os outros automobilistas; para ilustrar a mensagem escolheram uma matulona loira que beija ostensivamente uma miúda preta vestida como se tivesse saído directamente do orfanato para a sessão fotográfica, naquela que é a mais espectacular manifestação semiótica deste verão em que a prevenção rodoviária dá as mãos à luta contra o racismo, passando pela promoção da adopção, prejudicada pela obsessão das garinas com o relógio biológico. tanta informação e a semaninha de férias ainda agora arrancou.

está na hora


postarei, mais perto do mar

e esta alusão a uma canção dos Anjos acaba de aniquilar qualquer resquício da minha credibilidade, que se lixe, já andava até mais desgastada do que a imagem do dias loureiro, do conselho de estado e do diabo a sete, ou mais.


publicidade institucional

irmaolucia, um quase blogue na terra dos quase romances.

pop less



1958-2009

espaço pub



as últimas ilustrações para a revista Nós do jornal i já estão arrumadas no sítio próprio. bem como outras rabisquices. tudo em riscar.net e tal.

happens all the time


happens all the time


os jornais dos países desenvolvidos são os jornais que publicam tops de livros que versem sobre ménages à trois

Top 10 literary ménages à trois
Novelist Ewan Morrison snuggles up with his pick of the best literary threesomes, from Ernest Hemingway to Anaïs Nin


a crise pode chegar ao lazer de jornalistas e publicitários

UN report shows fall in opium and cocaine production

Boris Vian, morto há exactamente 50 anos, convence-me a abandonar um canhenho do vasily grossman, tout de suite, entre outras coisas


© rabiscos vieira

Seria melhor aprender a fazer amor correctamente, em vez de nos embrutecermos com um livro de história

só privilegiados têm o ouvido igual ao seu, eu possuo apenas o que o Luis me deu # 4



ps: encontro-me de férias mas sem poder sair de lisboa por causa de situações tão fascinantes como a relação com imobiliárias, entre outros demónios. portanto não me chateiem muito os chavelhos com a falta de posts, de inspiração ou de tolerância e o caralho.

a regulamentação da curvatura dos pepinos sente-se menos só

acabo de saber que existe um dia europeu para a segurança em passagens de nível.

e só não vamos em comboio porque não há carris que cheguem entre o príncipe real e os restauradores



mÚSICA & dESIGN


dar embalo


Lucretia Divina



há um ror de anos assisti à final de um concurso de música moderna portuguesa em plena antecâmara das praias da caparica, um local com o Barbas em ponto de fuga e um palco que dava para o bar tarquínio, cheiro a sardinha, pseudo-pescadores com barbas mal raspadas e um sol castigador daqueles verões que eram a sério, tudo conjugado para assistir a diversas performances, entre as quais a investida tímida por chicotes e golas altas dos lucretia divina, mais a sua maria, suficiente para assustar os basbaques, consolar o meu coração adolescente e entregar o ceptro da vitória final à quinta do bill, anos antes dos malfadados filhos da nação e dos uivos ao manitu e ao raio que os parta. e eu desconsolado, como hoje, desde há muito que vou coleccionando fracassos, chamados maria ou outra coisa qualquer.